O que não mata, engorda!

Quando penso em voltar aos Estados Unidos me dá até medo....
Eu adoro os Estados Unidos, moraria em New York fácil, mas gente, quem já esteve lá tem que concordar que não é nada fácil manter uma boa alimentação.

Há alguns meses foi noticiado que um homem sofreu um ataque cardíaco dentro de uma lanchonete chamada “Heart Attack Grill ” literalmente “Griil do ataque cardíaco”, e eu me segurei para não publicar isso aqui no blog.

Detalhes da notícia:

“Um cliente sofreu um infarto após comer um hambúrguer triplo – o Triple Bypass Burger – de seis mil calorias.
A rede, dirigida pelo nutricionista Jon Basso e atendida por garçonetes vestidas como enfermeiras, tem o lema “o sabor pelo qual vale a pena morrer!". No restaurante, os clientes recebem um avental de hospital, são levados de cadeiras de rodas para o carro quando conseguem comer o maior lanche – de mais de 8 mil calorias – e não pagam quando pesam mais de 160 kg.”
Yahoo Notícias15 de fev de 2012
 Atrativo né??
 Delícia...
É mole? O incentivo a obesidade é absurdo e é tratado como brincadeira em um país onde 40% da população é obesa.

Segundo estudo do Ministério da Saúde divulgado em 10/04, o Brasil bateu um recorde histórico em 2012, chegando a uma taxa de obesidade de 15,8%, em 2010 eram 15% e em 2006 11,4%.

Seguindo a “Moda americana”, em pouco tempo estaremos concorrendo com eles nesse quesito.
A grande diferença é que a saúde nos Estados Unidos funciona melhor que a saúde publica no Brasil.

E os custos do governo com a saúde de uma população obesa deve ser uma das preocupações do prefeito de New York, Michael Bloomberg, que quer impedir a venda de bebidas açucaradas com mais de 470 ml. Mas parece que só ele está preocupado com isso.

Quer mais? Em junho o Burger King lançou o “Sunday Bacon” a sobremesa com 510 calorias, 18 gramas de gordura e 61 gramas de açúcar, é mais calórica que muitos lanches. Essa notícia não consegui ignorar!!!
Ficou com vontade de conhecer a lanchonete e pensou “porque o Burger king não lança esse Sunday aqui também”, né?

É verdade, todo o visual e o sabor são bem atrativos, mas aí eu te pergunto:

É o sabor pelo qual vale a pena morrer??

5 comentários:

A Doceria da Tathy disse...

Fiquei com muito nojo. Viva o nosso arroz com feijão de cada dia. Amém!

Denise Albuquerque disse...

Êh seria cômico se não fosse trágico . Adoro uma boa comida mas certamente não morreria por nenhuma delas.

Milena F. disse...

A obesidade é um assunto muito sério que infelizmente ainda não é tratado tão a sério...

Mas eu sempre ouvi falar que nos EUA não existe saúde pública (até americanos que eu conheço contam isso), que é necessário ter um seguro saúde que custa caro e que sem isso ninguém tem atendimento e morre mesmo sem ser atendido. E era isso que Obama queria mudar, mas pelo que vejo na mídia ainda não conseguiu... Por isso fiquei surpresa quando você falou da saúde pública americana...

Bruna disse...

Oi Milena, tudo bem?

Nesse sentido você tem razão!
Não existe um sistema público de saúde nos Estados Unidos, não como em outros países desenvolvidos ou mesmo no Brasil. Entretanto o EUA possui esquemas como o Medicare e o Medicaid que atende aos idosos, famílias de baixa renda, crianças, grávidas e pessoas com determinadas deficiências.
Mas quando falei no post sobre saúde pública, pensei bem mais abrangente. Pensei nas políticas de saúde, pensei em gatos com conscientização e o "custo" de um adulto que deveria fazer parte da população economicamente ativa do país.

Esclareci? De qualquer forma corrijo o post!
Obrigada pela sua colocação!!!
bjus

Milena F. disse...

Agora entendi sim! Obrigada pela paciência :)