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Seja lá o que isso for...

E agosto se despede com gosto amargo, engasgado, hesitante, inconsequente e vil...
E despontam os primeiros raios de luz... é setembro chegando!! 

Zeca Baleiro

Eu não quero ver você cuspindo ódio
Eu não quero ver você fumando ópio para sarar a dor
Eu não quero ver você chorar veneno
Não quero beber o teu café pequeno
Eu não quero isso seja lá o que isso for
Eu não quero aquele
Eu não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo acenando tchau

Não quero medir a altura do tombo
Nem passar agosto esperando setembro, se bem me lembro
O melhor futuro este hoje escuro
O maior desejo da boca é o beijo
Eu não quero ter o Tejo escorrendo das mãos
Quero a Guanabara, quero o Rio Nilo
Quero tudo, ter estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo água e sal

Nada tenho vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida vida noves fora zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver
(Se é assim quero sim, acho que vim pra te ver)

Agosto, meu inferno astral!!


São tantas as coisas que estão acontecendo nesse agosto sem gosto, de mau gosto, em uma busca desesperada por bom gosto, tão excasso, que deixei de vir por aqui e levei um susto quando vi a data da ultima postagem...

Desculpem-me os amantes do mês, mas agosto é definitivamente meu inferno astral... E nunca foi tão difícil atravessá-lo!!

Setembro está se aproximando e os 30 anos estão batendo na minha porta... Sem piedade as batidas estão sendo cada dia mais fortes, estremecendo o mundo aqui de dentro, fazendo uma bagunça no que pensei estar em perfeita ordem...

São tantos os questionamentos que essa idade vem me trazendo e tão poucas certezas. Com os alicerces, outrora tão sólidos, revirados em escombros, adoto a postura de continuar aprendendo todos os dias, de ser grata pelas certezas que tenho e pelas oportunidades de ser feliz.

Agosto tem sido tenso!! Mês de balanço! Rolou DR com o marido, com a melhor amiga e até com a manicure... Eu e meus fantasmas já não suportamos mais nos encontrar, acho que vamos dar “um tempo” quando setembro passar...

Vou caminhando e uma certeza que fica é a de que não estou sozinha, sei quem me ama e quem não me ama o suficiente. Vou caminhando e entendendo que em cada idade que se chega, se chega ainda imaturo...

Meu peito explode em ansiedade pelas cores da primavera, por um novo começo, e quem sabe um novo fim... Onde reine a SERENIDADE!

E que agosto termine!!

Dia da desculpa



Hoje, 30 de julho é o dia da desculpa.


E quem nunca teve de pedi-las não é mesmo? Estamos todos sujeitos ao erro, mas é necessário reconhecer a falta.

Pedir desculpa não é algo fácil de fazer, exige coragem e desprendimento. Exige o reconhecimento do erro e o reparo da falta.

Pedir desculpa quase tira pedaço, é verdadeiramente doloroso, mas o que se vai nesse momento é o peso que paira sobre os ombros!  

O pedido de desculpa deve ser sincero e pra isso devemos nos responsabilizar pelo que é nosso, nem mais, nem menos. E evitar que ele venha acompanhado de desculpas terceirizadas, de tentativas de fuga nada digna.

A verdade, o arrependimento e a busca por melhoria é sempre o melhor caminho.

Não dê desculpas, peça desculpas, e se desculpe também...
Assim a vida fica bem mais fácil!

Minhas Raízes


Demorei muito tempo para entender o significado da palavra família. Pra mim, tão desfragmentada.

O Dicionário Aurélio define Família como- 1. Grupo social fundamental na sociedade, constituído basicamente de um homem e uma mulher e seus descendentes/2. Grupo de pessoas de ancestrais comuns.

Mas o tempo e muitos exemplos externos me fizeram entender que família é muito mais que sangue... Vai muito além dos sobrenomes e do grau de parentesco... vem de dentro! E isso me fez sobreviver e viver melhor!

Há 18 anos não via a família do meu pai, com exceção da minha tia Ilda, mais próxima, que em 2007 foi minha madrinha de casamento e em 2011 veio para o sepultamento do meu pai. E desde então doía no meu coração a ausência e a distância.

Foi então que, no momento em que se forma outra família resolvi rever minhas raízes e voltar a Cacoal-RO.

O evento era o casamento do meu primo/irmão Douglas com Juliane, e foi um casamento belíssimo, muito emocionante, muito verdadeiro e de muita pureza.

Não poderia ser mais propício fazer parte daquela ocasião, que envolvia uma família inteira, encontros, despedidas e reencontros, um ciclo que se encerra na educação e formação de um filho e outro que se inicia nos primeiros passos de um homem, provedor e futuro pai de família.
E eu encantada com todo esse movimento emocional revia meus valores familiares diante da união dos dois.

Nos bastidores, ocorria pra mim o evento mais importante, o reencontro com meu avô de 78 anos, com vida e saúde. O reencontro com tios queridos Ednaldo, Geraldo, Alda. E o reconhecimento e conhecimento dos meus primos que não via desde criança, Mayra, Douglas, Nara e Kamilla que são pra mim como irmãos queridos, pude ter a certeza disso!
 Juliane, Douglas, tia Ilda e eu no dia do casamento civil
 tia Ilda, eu, Nara, Gabriel filhinho da Nara e tia Alda mãe da Nara
 tia Ilda, Kamilla e eu
Eu, Juliana, tio Geraldo, tia Ilda, Mayra e Kamilla

Tive a benção de conhecer minhas priminhas/filhas Maria e Ana, filhas gêmeas da minha prima Kamilla que me emprestou elas por alguns momentos deliciosos. Esse encontro me fez ainda mais ávida pelo meu bebe e mais certa que o meu destino é ser mãe!
Maria, eu e Ana 
Ana e Maria

Pela Maria e pela Ana estou apaixonadíssima, isso não é novidade pra ninguém, mas a verdade é que estou amando mais a minha família e muito grata a Deus por ter tido esse tempo com vocês!

Só posso agradecer pela acolhida, por todo o cafuné, paparicos, longas horas de conversa, pelos olhares doces e amor sincero!

Meu coração se renovou e a minha alma está mais leve, feliz e tranquila!
Meu sentimento vai de encontro com a frase do Gonzaguinha:

"É tão bonito quando a gente pisa firme nas linhas que estão nas palmas das nossas mãos"

e deixo essa música para finalizar!



Amo vocês!
bjus

Capital Run - Sudoeste 2012

O céu estava azul, límpido, o sol não estava muito quente e apesar da secura de Brasília dava pra sentir a brisa de um domingo às 7h30 da manhã.

Minha meta era correr minha primeira corrida em 18 de agosto, como já comentei aqui, então a intenção era aproveitar a estrutura da corrida e treinar.

Enquanto esperava pela largada surgiu a possibilidade de usar a inscrição de um participante que não havia comparecido. Se eu disser que pensei umas 1000 vezes se conseguiria, se devia, se não era arriscado, se não era muita presunção da minha parte, estarei mentindo.

A verdade é que vendo toda a agitação daquelas pessoas tão dispostas tão cedo, tão dispostas a dar adeus a uma vida de acomodação, tão dispostas a ter saúde e longevidade, fiquei muito animada. E foi nesse momento que olhei para o lado e vi escrito na camiseta de um participante:

“Encare seus medos. Viva seus sonhos!”

Aceitei o desafio!




Não corri o tempo todo, em alguns momentos mais difíceis tive que caminhar, mas terminei...
E apesar de cruzar a linha de chegada e não ter ninguém conhecido me esperando, pois estavam todos correndo também, foi emocionante!! Percebi que era mesmo um momento exclusivamente meu, um momento de superação, dos meus medos, dos meus preconceitos comigo e me senti plenamente capaz de “fazer acontecer”.

E que venham os próximos desafios!
Desafie-se e veja do que você é capaz!
bj